Email enviado dia 12/04/08

Eu estava tomando meu cafe da manha e comentando, com algumas pessoas, que estava pensando em aproveitar o dia livre para passear. Na conversa me falaram que tinha um equatoriano que tambem estava com o dia livre. Fui atras dele para saber se ele gostaria de conhecer alguma outra cidade. Ele aceitou, dizendo que tinha uma amiga de outro Kibbutz com ele e que tambem gostaria de sair por ai.

Entramos na internet e descobrimos que tem um templo antigo ha 3km do Kibbutz. Decidimos ir para esse local a pe e depois pedir carona ate uma outra cidade proxima chamada Jish.

Fomos ate o refeitorio e pegamos comida para levar na mochila. (Sim, podemos pegar comida a vontade).

Andamos, na beira da estrada, ate o templo antigo. Descobrimos que os voluntarios do Kibbutz Baram nao pagam para entrar no local. Tambem descobrimos que a fronteira do Libano fica apenas 300 metros do Kibbutz. Eu queria tirar a foto da placa que demarca a fronteira mas a camera fotografica, nesse momento, nao ligava (pois e, a camera as vezes nao quer funcionar e eu perco a oportunidade de tirar fotos interessantes).

Depois do templo, andamos mais 1 quilometro ate algum motorista parar para nos dar carona. Tentamos falar que queriamos ir para Jish, mas ate ele entender foi dificil. Quando compreendeu o nome do local que queriamos ir ele disse que era para o outro lado. Entao falamos para ele nos dixar na proxima cidade que nao tinha problema.

Passamos por uma cidade arabe, mas decidimos ir com o motorista ate a proxima cidade porque ele disse que ia voltar e podeia nos trazer de volta. Mesmo assim acabamos ficando o dia todo na cidade e perdemos a carona com o cara.

A cidade e Ma’alot Tarshiha. Ela e bem pequena e muito boita, cheia de fontes e jardis para tudo que e lado. Eu e meus amigos paramos em um parque e la fizemos o nosso almoco.

Na hora de voltar, no fial da tarde, ficamos um tempao pedindo carona ate que um taxista para. Falamos a ele que nao tinhamos dinheiro. Ele disse que nao precisava de dinheiro e ainda brincou dizendo que nao falamos HELLO para ele. O taxista, gente fina, colocou um CD de musicas em espanhol que divertiu a equatoriana que parecia saber todas as letras.

O taxista nos deixou 5 quilometrs de distancia do Kibbutz. Nos andamos 3 quilometros porque no camiho parou um membro do Kibbutz que nos levou ate la.

Nesse dia eu aprendi que nao e mostrando o dedao que se pede carona, mas sim o dedo indicador e o dedo medio juntos. (Tem que ser os dois dedos pois quem mostra apenas o indicador, como costumam chamar o onibus em Sao Paulo, sao prostitutas. Ou seja, se fizer o sinal errado o motorista pode parar com outras intencoes. rs). Isso foi o que a equatoriana disse.

Ontem, sexta-feira, voltei para o templo com mais dois indianos, um ingles, uma equatoriana e a mulher que falei antes da Nova Zelandia.

A noite fomos para o Pub, que tem aqui no kibbutz, que so abre as sextas e feriados e que serve bebida de graca para o pessoal do Kibbutz (Eu juro que e verdade). Tem cerveja, vinho, refrigerantem suco, etc… So nao e permitido cair de bebado ou passar mal. E contra as regras do Kibbutz que diz que e por medida de seguranca.

O cara da Suecia que dei carona, quando cheguei no kibbutz, teve um dia que estava caindo de bebado e por isso foi expulso do Kibbutz no da seguinte.

Aqui tambem tem um local, que costumamos ir depois da janta, que serve diferete tipos de cafe e cha de graca. Eles fazem aqueles cafes bonitos com creme, enfeites e tudo mais… Costumamos ficar la batendo papo depois da janta.

Tembem tem um armario na area de voluntarios cheio de livros de diferentes linguas. Ja ate peguei um livro em frances para ler.

Hoje eu ainda nao sei o que vou fazer. Se sair e tiver mais novidades eu volto a escrever.

Vejam la as fotos no Flickr…
Abracos para todos…


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