Israel e um pais de muitos contrastes em varios sentidos. Tiferentes culturas vivem juntas cultivando diferentes crencas, costumes e linguas. Drusos, Arabes, Israelenses e muitos outros povos dividindo um mesmo territorio. Inumeros templos e pessoas de diferetes cantos do mundo falando as mais variadas linguas. Lindos jardins e desertos dividindo a paisagem.

Todos os locais tem uma historia interessante. A cidade de Akko, nome que em protugues significa “Acre”, foi um lugar importante no passado e hoje e o local de um dos portos mais importante de Israel.

Akko, no passado, pertenceu aos egipcios, gregos e romanos, que disputavam a posse de seu importante porto. Hoje e uma cidade arabe e israelense, dividida entre o centro antigo, que preserva as construcoes antigas e onde vivem o arabes, e a cidade nova em que vivem os israelenses.
Andar pelo centro antigo de Akko e igual a se aveturar em um labirinto. As ruas sao estreitas e existem muitas bifurcacoes. Muitas criancas brincando e idosos seguindo seus destinos. Pessoas de diferentes crescas, vestindo diferentes trajes, por vezes cruzam o seu caminho.

 

Alem da cidade e seu comercio, na praia de Akko existem diferentes pontos para se observar o mar.
Nas praias existem muitas rochas. E dificil emcontrar um local para estendr a toalha e tomar banho de sol, mas o local ideal para quem gosta de pesca e caminhar entre as pedras, ouvindo as ondas quebrando e formando piscinas naturais.

 

 

 

Ola mais uma vez.

Eu, o frances Gary e duas equatorianas fomos para a cidade de Akko.

“Na época dos cruzados esta cidade foi uma antiga fortaleza e fez parte do reino de Jerusalém, tendo sido denominada São João de Acre. Também se escreve São João de Akko. Em 1110 a cidade foi invadida pelos cruzados, sendo reconquistada por Saladino em 1187, para voltar a ser ocupada por Ricardo Coração de Leão em 1191, que a entregou aos Cavaleiros de São João. Chamou-se Accho no Antigo Testamento e Ptolemais no Novo Testamento.” (Wikipedia)

A principio, queriamos ir a uma vila de artistas que tem perto da cidade de Haifa. Pegamos carona com um membro do kibbutz que nos deixou perto de Akko, entao resolvemos aproveitar e conhecer essa cidade.

Fomos ate a praia para ver como e que era. Quando estavamos indo em direcao a cidade antiga de Akko, encontramos uma cadeia antiga que foi transformada em museu. Ela e bem grande, passamos por todas as alas, celas e solitarias. Saimos do outro lado da prisao que ja dava na cidade antiga.

Andamos pelas ruelas ate encontrar uma rua cheia de comerciantes. Paramos para almocar. Comemos Flafel e Mshwashy com pao sirio.

Depois andamos ate o porto e o farol, fomos a um tunel antigo que passa por baixo da cidade, entramos em um templo de alguma religiao que nao soubemos identificar e so nao entramos em uma mesquita porque tinha que pagar. Achamos melhor conhecer uma mesquita em que nao fossem tantos turistas e que nao cobrassem para entrar.

O mais legal foi andar pelas ruas da cidade antiga e se perder, ver o povo, as casas, etc…

“A Cidade Antiga de Acre, um porto histórico rodeado por muralhas na Galileia, é povoada desde o periodo fenício. A actual cidade é caracteristicamente uma cidaede fortificada datando séculos XVIII e XIX, com tipicos elementos urbanos como a cidadela, mesquitas, khans e banhos. O que resta da cidade das cruzadas, datando de 1104 a 1291 permanece quase intacto, prvidenciado uma excepcional imagem do planeamento urbano e das estruturas da capital do Reino de Jerusalém“. (Wikipedia)

Na volta, pegamos um onibus ate a cidade de Nahariya onde tem um expresso ate o Baram.

A vila dos artistas ficou para uma outra vez.

Abracos a todos.

Ola pessoal!!!

Sexta-feira, ou seja ontem, eu nao trabalhei e fui com um frances e um americano, que sao novos voluntarios aqui do kibbutz, a um parque natural chamado Hula Park. Nesse parque, costumam parar as aves que veem da Europa e migram para a Africa nessa epoca do ano. O ruim e que chegamos no final da temporada e ja nao tinha tantos passaros para ver.

Mas o passeio valeu a pena. Pedimos carona ate a regiao que se chama Hula. Andamos ate o parque HaPalmah Path onde fizemos trakking na montanha, em trilhas ingremes mas com uma paisagem muito bonita. Quando chegamos do outro lado do parque, andamos ate o nosso destino.

No Hula Park, alugamos um carrinho eletrico e saimos para desbravar o parque, que e grande, e parar nos pontos de observacao em que tem binoculos para ver as aves, ou entao para tirar fotos.

Dificil foi na hora de voltar porque ontem era o dia em que se comemorou o Shabbat. Ou seja, tudo em Israel fechou mais cedo e tinham poucos carros nas estradas para nos dar carona. Mas chegamos bem.

 

Quarta feira foi o dia em que os Judeus lembraram do Holocausto. O Kibbutz levou os voluntarios, depois do trabalho, ate um museu, em outro kibbutz. O museu lembrava as experiencias de criancas que sobreviveram ao holocausto. Essa semana foi especial para os judeus.

 

Alem do frances e do americano, chegaram mais 4 equatorianos e um brasileiro. O Brasileiro foi embora porque veio sem passar no escritorio, em Tel Aviv, para ver se tinha vaga. E nao tinha.

Pow, os equatorianos gostam de brasileiros, vivem fazendo perguntas sobre o Brasil, sobre como falamos algums palavras, citando algum brasileiro famoso, nao podem me ver que me param. As vezes enche o saco.

Outro dia vi um colombiano que tambem ficou pentelhando uma das drusas, fazendo um monte de perguntas. Ela tambem ja estava com aquela cara de quem nao aguenta mais, mas o cara nao se toca.

 

Na quita-feira, nao fui limpar arvores de kiwi e nem fui para o Apple Packing. Nesse dia eu fiz a limpeza dos corredores e dos banheiros da area dos volntarios. Mas eu nao estava sozinho, sete outros voluntarios trabalharam comigo.
Nao sei se ja falei a todos. Quando eu comecei a trabalhar no apple packing, as drusas disseram que eu parecia com o Johnny Depp. Eu nem levei muito a serio. Uma semana depois, no dinner room, as equatorianas tambem falaram que eu parecia com o Johnny Depp. Agora o Anton, um ingles, me chama de Johnny quando me ve. Eu tambem brinco com ele chamando de David, ja que ele parece com David Grohl.
Abracos a todos.

E-mail enviado dia 24/04/08

Shalon!!!

Ja tem fotos novas no flickr, sobre a comemoracao do pass-over que aconteceu no Sabado passado, fotos do Apple Packing e do ambiente do Kibbutz.

Hoje eu trabalhei na orta, limpando os pes de kiwi. Os brotos que vao se transformar em kiwis nascem proximos uns dos outros, no mesmo talo. Minha funcao era de arrancar os menores deixando so um. Fazemos isso porque os menores tendem a nao ficarem bons, alem de atrapalhar o desenvolvimento do que ja esta maior. Amanha continuo trabalhando na orta para terminar o servico.

E legal trabalhar na orta, da para ouvir os passaros, apreciar a paisagem, sentir as rajadas de vento que as vezes acontecem. Tambem da para pegar uma cor. Tem que passar bastante protetor solar, usar o bone e beber bastante agua porque e muito quente. Estavamos ate brincando com as mulheres, dizendo que elas deveriam apriveitar o sol e trabalhar de biquine para ficarem bronzeadas. rsrs.

Da para ver como o local e bonito com as novas fotos no Flickr. Tem muitas flores e muitos passaros. De vez em quando da para ouvir algum pica-pau batendo nas arvores. Tambem tem muitos corvos.

Lembra quando eu falei que tem lobos por aqui e que da para ouvi-los a noite. Eu estava errado. Descobri que nao sao lobos mas sim chacais.

Teve uma cena curiosa que eu vi essa semana: Lembrei de uma reportagem que assisti, ainda quando estava em Sao Paulo, mostrando que no Oriente Medio existe uma tecnica de depilacao milenar, usando apenas linha de costura comum. Teve um dia que eu cheguei no meu local de trabalho, no apple packing, e vi uma das drusas tirando os pelos do rosto, igualzinho como mostrava a reportagem. Achei um barato.

Nesse mesmo dia, antes de dormir, eu liguei a TV para saber se tinha algo interessante. Fiquei surpreso ao ver um filme brasileiro, sendo transmitido por um canal aberto daqui. O nome do filme era: “O ano em que meus pais sairam de ferias“. Acredito que o filme estava sendo transmitido por mostra e falar um pouco dos Judeus em Sao Paulo.

Alem do filme, que assisti pela metade, terminei de ler um livro super legal que peguei aqui na estante do Kibbutz. O nome e: “Le Coeur en Poche” de Christine Aventin. A autora publicou o livro quando tinha 15 anos de idade, em 1988, e foi um sucesso. Realmente o livro e muito bom. Tao bom que eu nao paro de pensar nele. Achei tao legal que comentei e mostrei para Birdit (aquela que veio da Suica). Ela levou o livro em sua viagem para o Egito, para ler no caminho. (Calma… ela volta).

Ja estou consegindo perceber o sotaque das pessoas em ingles. Principalmente dos equatorianos e dos coreanos. Mas tambem dos ingleses, em comparacao com o dos americanos e de uma garota da Africa do Sul.

Eu ainda nao estou falando espanhol, mas ja aprendi bastante palavras novas. Outro dia, eu ouvi alguem falando que um “fulano” qualquer merecia uma “punheta” (sei que em espanhol se escreve diferente). Eu falei para eles: “i… que papo mais estranho”. Expliquei a eles o que significava a palavra em portugues e eles cairam na gargalhada. Entao eles me falaram que “punhetar” alguem significa dar um golpe com o punho, ou seja, um soco. (Quando eles falavam que alguem merecia um soco, tambem estavam brincando).

Os equatorianos de Quito tem o vicio de terminar as palavras com um “F”. Ou seja, quando falam que vao ao “Pub” beber alguma coisa, eles pronunciam “Puf”. Uma vez convidaram a Birdit para ir ao “Puf”. Ela achou engracado e explicou que na Suica e Alemanha os prostibulos sao chamados de “Puf”. Entao, toda vez que vamos ao Pub, brincamos com ela perguntando se ela quer ir ao Puf. (E realmente o pessoal de Quito fala assim mesmo).

Sexta feira eu nao trabalho. Sera meu “day off”. Entao, provavelmente, eu va para algum lugar. Estou pensando em ir a cidade de Akko, que fica mais ou menos uns 40min daqui. Se realmente for tirarei mais fotos.

Ate a proxima.

Sei que e dificil ler as palavras sem os acentos. Eu nao consigo acentuar as palavras com os teclados dos compudadores que tem aqui.

Quanto a camera fotografica, acho que identifiqui o problema: as pilhas, mesmo estando novas, precisam ser trocadas. Ou seja, tenho que ficar variando de pilhas… andar sempre com 2 pares. E quando nao for usar a camera vou tirar as pilhas. Acredito que seja esse o problema, o contato da energia com a pilha.

E se der tudo certo vou tirar mais fotos no passeio que uma suica e um colombiano, daqui do Kibbutz, me convidaram. O destino e Cisjordania. Vamos em um dia e voltar no outro porque e uma regiao em que tudo e muito caro. mas vamos fazer de tudo para chegar ate Jerusalem. Estamos programando de ir daqui 2 semanas.

Amanha (sabado) sera comemorado o Pessach (pass-over em intgles), dia em que o povo de Israel fugio do Egito. E igual a Pascoa para os cristaos, mas comemorado por motivos simbolicos diferentes. Deve ser a mesma data que os povos antigos comemoravam a chegada do verao.

Daqui duas semanas comeca o verao por aqui e a piscina do Kibbutz sera aberta. Sera la que eu vou trabalhar quando estiver tudo funcionando.

Eu ainda estou trabalhando no Apple Packing, variando sempre entre carregar as maquinas com as caixas de embalagens, em uma das selecoes de macas (sao tres fazes de selecao) e no empacotamento. A minha rotina continua a mesma: Todos os dias acordo as 6h da manha para comecar a trabalhar as 6h30; 9h tem a parada para o cafe da manha, mas antes do cafe eu sempre como uma maca, ja que e permitido comer maca a vontade; 11h tem mais uma parada para relaxar, comer algum biscoito e tomar uma agua; 13h paramos para almocar; 16h acaba o trampo.

Eu gosto de trabalhar no Apple Packing porque tem as funcionarias, moradoras aqui na regiao, que sao drusas, ou seja, elas falam arabe. Eu tenho aprendido algumas palavras com elas:
“Oi” = shalon (em hebraico) / Marhba (em arabe)
“obrigado” = toda (em hebraico) / shokrn (em arabe)
“sim” = kin (em hebraico) / nam (em arabe)
“nao” = loo (em hebraico) / laa (em arabe)
“fim/acabou” = sof (em hebraico) / klas (em arabe)
“desculpe-me” = sleka (em hebraico) / aasef (em arabe)

Depois do trabalho eu costumo tomar banho ou jogar futebol com os colombianos, equatorianos, ingleses, suecos e coreanos que tem por aqui. Depois disso costumo dar uma lida nas noticias na internet, ler os e-mails, pesquisas sobre algumas coisas. Outras vezes fico jogando ping-pong com o pessoal. Tem dias que eu faco os exercicios fisicos que o jonas (meu irmao) me ensinou. Tambem fico batendo papo com o a galera.

Entre 18h e 19h eu vou jantar. A janta costuma ser bem demorada porque fica o pessoal na mesa conversando, pegando mais comida, tomando cha ou suco. Costumo dormir entre 21h e 22h.

Hoje, sexta-feira, eu nao trabalho. Ainda estou vendo se vou para algum lugar aqui perto.

Eu me candidatei para trabalhar amanha de manha, preparando o refeitorio para a grande festa do Pessach. Por isso terei um dia a mais livre na semana que vem.

Ontem a noite, depois do trabalho, eu e a Birdit (e o nome da garota da suica) fomos ate uma cidade chamada Jish. Ela foi comprar bebidas para passar o final de semana, eu fui comprar graxa para passar na minha bota que parece ja estar precisando (uso a bota todos os dias). Birdit e da parte oriental da Suica, que fala alemao, perto da regiao Romanche. Ela fala frances melhor que ingles, assim como eu, por isso conversamos bastante em frances.

Fomos ate Jish pedindo carona. Na hora de voltar ficamos com medo de escurecer antes de alguem aparecer para nos dar carona. A noite tem pequenos lobos que as vez da para ouvir. Mas deu tudo certo e conseguimos chegar no kibbutz antes de anoitecer.

Daqui a pouco eu vou almocar e aproveitar para ver se encontro alguem que queira ir conhecer algum lugar comigo.

Um grande abracos a todos.

Email enviado dia 12/04/08

Eu estava tomando meu cafe da manha e comentando, com algumas pessoas, que estava pensando em aproveitar o dia livre para passear. Na conversa me falaram que tinha um equatoriano que tambem estava com o dia livre. Fui atras dele para saber se ele gostaria de conhecer alguma outra cidade. Ele aceitou, dizendo que tinha uma amiga de outro Kibbutz com ele e que tambem gostaria de sair por ai.

Entramos na internet e descobrimos que tem um templo antigo ha 3km do Kibbutz. Decidimos ir para esse local a pe e depois pedir carona ate uma outra cidade proxima chamada Jish.

Fomos ate o refeitorio e pegamos comida para levar na mochila. (Sim, podemos pegar comida a vontade).

Andamos, na beira da estrada, ate o templo antigo. Descobrimos que os voluntarios do Kibbutz Baram nao pagam para entrar no local. Tambem descobrimos que a fronteira do Libano fica apenas 300 metros do Kibbutz. Eu queria tirar a foto da placa que demarca a fronteira mas a camera fotografica, nesse momento, nao ligava (pois e, a camera as vezes nao quer funcionar e eu perco a oportunidade de tirar fotos interessantes).

Depois do templo, andamos mais 1 quilometro ate algum motorista parar para nos dar carona. Tentamos falar que queriamos ir para Jish, mas ate ele entender foi dificil. Quando compreendeu o nome do local que queriamos ir ele disse que era para o outro lado. Entao falamos para ele nos dixar na proxima cidade que nao tinha problema.

Passamos por uma cidade arabe, mas decidimos ir com o motorista ate a proxima cidade porque ele disse que ia voltar e podeia nos trazer de volta. Mesmo assim acabamos ficando o dia todo na cidade e perdemos a carona com o cara.

A cidade e Ma’alot Tarshiha. Ela e bem pequena e muito boita, cheia de fontes e jardis para tudo que e lado. Eu e meus amigos paramos em um parque e la fizemos o nosso almoco.

Na hora de voltar, no fial da tarde, ficamos um tempao pedindo carona ate que um taxista para. Falamos a ele que nao tinhamos dinheiro. Ele disse que nao precisava de dinheiro e ainda brincou dizendo que nao falamos HELLO para ele. O taxista, gente fina, colocou um CD de musicas em espanhol que divertiu a equatoriana que parecia saber todas as letras.

O taxista nos deixou 5 quilometrs de distancia do Kibbutz. Nos andamos 3 quilometros porque no camiho parou um membro do Kibbutz que nos levou ate la.

Nesse dia eu aprendi que nao e mostrando o dedao que se pede carona, mas sim o dedo indicador e o dedo medio juntos. (Tem que ser os dois dedos pois quem mostra apenas o indicador, como costumam chamar o onibus em Sao Paulo, sao prostitutas. Ou seja, se fizer o sinal errado o motorista pode parar com outras intencoes. rs). Isso foi o que a equatoriana disse.

Ontem, sexta-feira, voltei para o templo com mais dois indianos, um ingles, uma equatoriana e a mulher que falei antes da Nova Zelandia.

A noite fomos para o Pub, que tem aqui no kibbutz, que so abre as sextas e feriados e que serve bebida de graca para o pessoal do Kibbutz (Eu juro que e verdade). Tem cerveja, vinho, refrigerantem suco, etc… So nao e permitido cair de bebado ou passar mal. E contra as regras do Kibbutz que diz que e por medida de seguranca.

O cara da Suecia que dei carona, quando cheguei no kibbutz, teve um dia que estava caindo de bebado e por isso foi expulso do Kibbutz no da seguinte.

Aqui tambem tem um local, que costumamos ir depois da janta, que serve diferete tipos de cafe e cha de graca. Eles fazem aqueles cafes bonitos com creme, enfeites e tudo mais… Costumamos ficar la batendo papo depois da janta.

Tembem tem um armario na area de voluntarios cheio de livros de diferentes linguas. Ja ate peguei um livro em frances para ler.

Hoje eu ainda nao sei o que vou fazer. Se sair e tiver mais novidades eu volto a escrever.

Vejam la as fotos no Flickr…
Abracos para todos…

Email enviado dia 6/04/08
Comecei a trabalhar domingo no Apple Packing (sabado os judeus nao trabalham). Aqui estamos sempre mudando o lugar de trabalho. Comecei selecionando as macas. Coisa simples: maca boa em uma caixa e maca ruim em outra. Depois trabalhei em um local que carrega a maquina com as caixas vazias que vao parar na mao dos selecionadores de macas. A tarde, fui trabalhar em um outro tipo de selecao de macas (sao tres fazes de selecao, quando elas chegam e entram na esteira, quando vao para as caixas e quando saem da esteira). Tudo isso no primeiro dia. Os outros dias foram semelhantes.

Tudo que tem para fazer aqui nao e muito pesado. Tudo e mecanizado e robotizado, ate mesmo a cozinha.

Alem do alojamento, tenho cafe da manha, almoco e janta. No Apple Packing o trabalho comeca as 6h30 da manha, as 9h tem a primeira parada de 50min para o cafe da manha. As 11h outra parada de 30min para descansar, tomar um lanche ou uma agua. A 1h da tarde paramos para o almoco que dura tambem 50 min. O trabalho termina finalmente as 4h da tarde.

Eu recebo 11 Shekel por dia de trabalho. Nao e muita coisa, o custo de vida em Israel e alto. Mas tambem nao tenho muito com que gastar aqui. Tenho comida a vontade, posso repetir quantas vezes quiser; o quarto e confortavel, tem ventilador para os dias quentes e aquecedor para os dias frios; tem uma lavanderia para lavarem minha roupa suja (nao sao os voluntarios que lavam roupa suja); ate lampada e papel higienico eles dao. Eu so gasto quando quero pegar um onibus para conhecer outra cidade e, consequentemente, acabo comendo fora tambem. Mas quando a galera vai para alguma outra cidade aqui da regiao de Galilee (em ingles. Nao sei ainda como e em portugues, mas sei que nao e Galileia) a galera tem o costume de pedir carona na estrada.

Aqui e um local seguro. Tem uma base militar aqui perto e tem abrigos subterraneos anti-bomba. Quem e que tem isso no Brasil? Mas tudo isso estao ai apenas por prevencao porque no momento o local esta tranquilo e promete ficar assim por muito tempo. O abrigo subterraneio, a galera aqui usa como academia. Tem tambem uma mesa de ping-pong para jogar e matar o tempo.

Aqui tem uma sala com 6 computadores conectados a internet que podem ser usados a qualquer hore, tem uma sala de TV e tem muitos jardins naturais. E impressionante a quantidade de flores e variedades de cores que brotam umas proximas as outras. Muito bonito.

Aqui em Israel tambem tem muitas mulheres bonitas. Foi dificil encontrar uma israelense realmente feia, mas consegui. Elas tambem sao muito legais e simpaticas. Hoje, uma delas que trabalha no Apple Packing perguntou se eu gostaria de aprender hebraico com ela. Hebraico parece ser ser uma lingua extremamente dificil mas ja me falaram que e facil e rapido aprender. Espero conseguir aprender mesmo.

Eu converso em ingles com todo mundo. Com a galera da america do sul eu, as vezes, falo em portugues (alguns me entendem outros nao) e, as vezes, eles falam em espanhol comigo (a maiorida das vezes eu entendo, mas tem algumas pessoas que nao entendo nada). Tem um ingles e uma suica aqui que falam frances e as vezes eu converso em frances com eles. A grande maioria dos israelenses falam ingles, consigo andar pelas ruas pedindo informacoes sem nenhum problema.

E isso. Por aqui esta tudo bem.
Depois eu escrevo para contar mais noividades.

Cheguei em Israel

Esse foi o e-mail enviado dia 3 de Abril:

Ola pessoal.

Peguei o aviao dia 1, cheguei em Frankfurt e esperei 12 horas para pegar outro
aviao ate Tel Aviv.

Cheguei em Tel Aviv dia 3, as 4 da manha, e fiquei esperando no aeroporto ate o
horario que o escritorio dos Kibbutz abre.

No escritorio eles deram um telefonema e ja arranjaram um Kibbutz. Ele se chama
Baram. Fica bem ao norte, perto da fronteira com o Libano.

Eu peguei o trem ate Haifa. La eu deveria pegar um onibus que so passa uma vez
por dia e que me deixaria perto do Kibbutz. Nao consegui pegar o onibus.

Procurei algum hotel em Haifa, mas so me indicavam hoteis caros. Eu entrei no
que parecia ser o mais simples e, ao falar com a recepcionista, uma mulher que
estava sentada perguntou se eu falavra frances. Eu perguntei a ela como que ela
sabia que eu falava frances e ela respondeu que foi por causa do sotaque. Da
para acreditar?

Expliquei a essa mulher a minha situacao. Ela chamou a dona do hotel, que
tambem falava frances, e me fez um preco menor para passar a noite. Eu disse
que ia ver se um taxi ate o Kibbutz ficaria mais barato. Entao ela mesmo pegou
o telefone e ligou para o taxista, perguntou a ele quanto cobraria, se saberia
chegar, etc. Essa mulher ligou ate mesmo para o Kibbutz e perguntou se hoje
teria onibus… Hoje e um dia especial que ainda nao sei qual.

Mesmo sendo caro, vi que era mais barato ir de taxi do que ficar no hotel ate o
dia seguinte. Raquel, a dona do hotel, chamou o taxista que costuma chamar para
seus clientes e pediu a ele que me levasse ate dentro do Kibbutz. Uma hora e
vinte minutos de viagem depois, vimos um gringo pedindo carona na estrada e que
estava justamente indo para o mesmo kibbutz que eu.

Esse gringo me mostrou um cartao de um lugar em que eu poderia comer e
dormir de graca… E algo que tem alguma relacao com os kibbutz… Mas fiquei
de perguntar melhor sobre isso mais tarde.

Cheguei tranquilo e em paz, mas muito cansado pelas duas noites muito mal
dormidas no aviao e no aeroporto. A comida e boa, a cama confortavel, o pessoal
aqui e legal. Tem gente do mundo todo: Nova Zelandia, Inglaterra, Koreia, Suecia,
suica, Panama, Italia, etc… Eu divido o quarto com um equatoriano e um Colombiano.

As fotos que eu tirar por aqui colocarei nesse album:
http://www.flickr.com/photos/marciofs

Ja tem alguma fotos. Vejam la.

E isso…
Um abraco a todos e ate breve.

Thomas Fersen

Thomas Fersen é um cantor-compositor francês nascido em 1963 em Paris.
Em 1993 lançou seu primeiro disco “Le Bal des oiseaux” que lhe dá um reconhecimento imediato e um trofel “Victoire de la musique”como “revelação masculina”. Foi um dos primeiros artistas a juntar-se ao selo “Tôt ou tard”.

Fersen é um poeta que gosta de brincar com a lingua, com palavras de duplo sentido, rimas, simbolos, e imagens tiradas do mundo vegetal (frutas e legumes) e anima (pássaros e uma fauna bem variada) para contar historias ou fábulas muito originais, descrever momentos do dia-a-dia, das impressões e sentimentos, ou sonhos de pessoas comuns.

A sua vos grave e rouca de fumante dá um tom muito específico as suas canções, o estilo músical varia muito de album pra album (rock, folk-rock, jazz, blues…).
E é nos shows (e clipes) que ele embarca seu publico em ambientes totalmente estravagantes.

Com seu fiel amigo e guitarrista Pierre Sangra, com Alexandre Barcelona no acordeão e teclados, ou com Christophe Cravero no piano, Thomas surpreende a cada novo espetaculo.

A sua indolência, o universo dos seus textos, os seus fatos totalmente deslocados e a sua loucura contribuem para criar um ambiente de festa.

lastfm.com.br

Resumindo, a distopia mostra, de forma negativa, um mundo de ignorantes em que as pessoas pensam serem livres quando não são, pois sem perceberem acabam gostando da escravidão.

O povo gosta da sua escravidão porque acredita que assim estará protegido de algum inimigo, que pode ser algum outro país, os criminosos ou aqueles que são contra o sistema.

O governo ou instituições apontam para um inimigo, criam o medo nas pessoas e as pessoas legitimam qualquer ações dos dominantes. Até mesmo tiram a liberdade individual, tudo em nome da segurança (contra um inimigo que pode até mesmo não existir ou então ser criado pelos próprios governantes com a intenção de causar o temor coletivo).

As distopias não passam de uma crítica da sociedade atual, tentando mostrar as conseqüências, no futuro, do que acontece nos dias de hoje.

A literatura distópica costuma ter, ao menos, alguns dos seguintes traços:

1. Costumam ser contos morais explorando como os nossos dilemas morais presentes figurariam no futuro.
2. Oferecem crítica social e apresentam as simpatias políticas do autor.
3. Exploram a estupidez coletiva.
4. O poder é mantido por uma elite pela somatização e consequente alívio de certas carências e privações do indivíduo.
5. Discurso pessimista, raramente “flertando” com a esperança.

Lista de filmes distópicos

* 1984
* A ilha
* Brazil
* Equilibrium
* Extermínio
* Fahrenheit 451
* FAQ: frequently asked questions
* Filhos da Esperança
* Gattaca
* Laranja Mecânica (filme)
* Matrix
* Metropolis
* Minority Report
* Robocop
* O Show de Truman
* Sin City
* V de Vingança
* O Dorminhoco

Livros distópicos:

O Início
* Nós (1924), de Evgueny Zamiatin.
* Admirável Mundo Novo (1932), de Aldous Huxley.
* Kalocaína (1940), de Karin Boye.
* A Revolução dos Bichos (1945), de George Orwell.
* 1984 (1948), de George Orwell.

* Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury.
* Laranja Mecânica (1962), de Anthony Burgess.

A New Wave of Science Fiction
* O Almoço Nú (1959), de William S. Burroughs.
* The Atrocity Exibition (1970), de J. G. Ballard.
* A Scanner Darkly (1977), de Phillip K. Dick.

Cyberpunks
* Neuromancer (1984), de William Gibson.
* Count Zero (1986), de William Gibson.
* Mona Lisa Overdrive (1988), de William Gibson.
* Snowcrash (1992), de Neal Stephenson.

Outros:


* Não verás país nenhum
* Umbra
* Um dia vamos rir disso tudo
* Fazenda Modelo
* Logan´s Run
* Logan´s World
* Logan´s Search
* Make Room! Make Room!

Next Page »